Amor é amor, sem forma, sem padrão, um sentimento inigualável que
partilhamos com os animais. Só quem sente ou já sentiu sabe a força e o
poder que ele tem, capaz de proporcionar situações e
acontecimentos inexplicáveis. E a dor de perder alguém que amamos é um –
se não o pior -, sentimento que experimentamos na vida, e a lei da
natureza faz a maioria dos nossos “filhos” não humanos ir deste mundo
antes que nós. Até hoje não sei se prefiro que partam ao meu lado ou que
vivam mais que eu, só sei que cada um que se foi levou um pedaço de
mim. Quando meu Bolota morreu, eu Chorei, gritei, questionei, protestei, virei-me contra Deus porque ele fez aquilo comigo?, em
toda morte de um companheiro animal meu, e sei que mais despedidas
virão, dezenas, até centenas, quem sabe… Será que suportarei tantas
ausências?
o falecimento de um ser amado que faz parte da sua vida sempre causará
danos a nossa “estrutura” emocional, seja ele humano ou não, portanto o
sofrimento é o mesmo pela partida de um bicho ou de uma pessoa,
engana-se quem pensa o contrário.
Cada um expressa a angústia ao seu modo, no seu tempo, com quem se sente
à vontade, contudo o mais importante é exteriorizar, por pra fora tudo
aquilo que está te corroendo lá dentro. A palavra que mais gosto de
dizer neste momento é ‘permita-se’. Não se envergonhe e nem se importe
com o que vão dizer sobre suas lágrimas por sentir falta de quem você
tanto ama. Faça o que sentir vontade, pois só você sabe o que seu patudo
significa.
E anos depois, quando você tem por superado, ao ver algo, sentir um
cheiro, ou ouvir um som ou música, não se assuste se perceber um nó na
garganta, um aperto no peito e se pegar chorando de saudades do seu
amor peludo.
Mas você partiu sem mim, e sei que estás em algum jardim entre as flores…
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